quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

fear

Senta-te dizia-lhe eu, não me quero sentar dizia-me ele, e eu começava a ficar nervosa, como se algo se apodera-se do meu corpo e me fizesse tremer, já nem sabia se tremia de nervos ou apenas de frio, aquele que naquele momento me consumia mais que tudo. E demorou pouco tempo para tu começares a lançar as cartas à mesa, e começares a dizer coisas que na minha cabeça começaram a fazer faísca. Sentes algo? Perguntava eu, mas por detrás disso estava um medo tremendo da resposta, não respondeste, o que não me admirou muito, porque sempre fugiste a essa pergunta. Ficavas ali longos minutos a falar, tentei meter o medo de lado, levantei-me e dei-te um beijo o qual tu não rejeitaste, ganhei coragem de novo e disse-te ao ouvido - adoro-te. Não deixes que o medo seja maior que a tua vontade. E a partir daí, a partir daí, acho que tornei a palavra medo ainda maior, por isso fui-me embora.

3 comentários:

R. disse...

«Não deixes que o medo seja maior que a tua vontade.» melhor frase? impossível! wooow :o

(in)felicidade disse...

e no fim tudo se tornou bonito, tão bonito, um sentimento que não sei explicar mas é bom, soube bem ler.

Katty disse...

Não percebo porque te foste embora.
O adoro-te assustou-te ou não é suficiente?