quinta-feira, 13 de outubro de 2011

o silêncio persegue os meus dias

O teu sabor continua na minha boca, o teu aroma permanece no meu corpo, é tão estranho dizer isto sabendo que andas por aí à deriva, não sabes qual é o teu cais, e talvez nunca o vás a saber por o andar que levas. Todas as cartas que escrevi para ti vão ser guardadas, talvez algum dia eu tenha coragem de te as mostrar uma a uma, um dia quem sabe. Torna-se tudo tão sombrio quando olho para o lado e vejo que tu não estás, fiquei sem chão, diria, mas depois vejo que o chão ainda aqui permanece, bem debaixo dos meus pés, às vezes preferi não sentir o chão que piso, porque saberia que assim tu ainda estavas a meu lado. O medo persegue-me e deixa-me quieta, surda e muda, não sei mais que fazer para o medo e o silêncio me deixarem falar. Está tudo tão vazio e absurdo, está tudo tão estranho sem ti aqui. Gostava tanto que voltasses, nem que fosse apenas para me dar apenas um beijo, ou um abraço, sabes bem que me contentava apenas com isso. A cama está vazia, e sinto-a tão só assim. Queria ir-me embora, mas algo mais forte me diz para ficar, promete que te vais lembrar de mim, promete ao menos isso.

5 comentários:

Maria Inês disse...

Ó, de nada :)

- Andreia' disse...

de nada! (:
Pois é! *-*

D&L disse...

sim, já estou a conseguir agora :)
mantém-te de cabeça erguida, acredita és mais forte do que pensas.
Lili

Vera disse...

adorei sigoo (:

Janete disse...

doces são as palavras que aqui vejo, que profundo