quinta-feira, 28 de julho de 2011

Hoje quero falar de ti, não sei porquê, mas apetece-me escrever para ti, é verdade já à imenso tempo que não escrevia para ti desde da minha carta de despedida, mas hoje em excepção quero deixar-te umas palavras. Ao olhar para trás lembro-me de todas as recordações, de todos os momentos, palavras, gestos e acções; mas sobretudo vejo também como o tempo passou tão rápido e depressa, como tudo em oito meses mudou, e como tudo se desmoronou, mas é bom olhar para trás e saber que guardo grandes lembranças e boas recordações a nosso favor. O tempo é sábio, e dizem que o tempo é que faz com que todas as coisas mudem e todas as palavras ditas se esqueçam. Mas eu não quero esquecer de todas as coisas que me deste e soubeste dar, porque afinal cuidaste de mim com todo o carinho e ao teu jeito. Posso dizer que desde que te conheci e desde da tua partida nunca mais fui a mesma, tu fizeste com que eu crescesse a cada segundo que passasse, e ensinaste-me a saber aceitar decisões complicadas e dificies. Não estou esquecida também que está guardado um reencontro nosso por este tempo fora, e sei que um dia ele irá chegar e quem sabe se não está mais perto do que eu penso e tu pensas. Não quero que penses que me estou a despedir, mas de certa forma devia, porque já entrou outra pessoa na minha vida que acabou por fazer tanto que voltou a conquistar o meu coração, porque depois de ti mais ninguém tinha conseguido, mas sei que por mais que goste muito de outro alguém tu vais ser sempre o tal, sempre o primeiro, o primeiro de tudo e o primeiro de todos, porque foi contigo que aprendi a sorrir de forma verdadeira e sincera, foi contigo que aprendi o que é a palavra gostar, e quem sabe o amor. Por isso não me posso despedir de ti assim, não posso dizer que nunca mais te quero ver e estar contigo porque estaria a mentir, tu fazes-me renascer, e foi por isso que fiz força para a nossa amizade continuar, foi por isso que fiz o maior esforço do mundo para não ser mais brusca contigo e voltar a gostar de ti tal como és, mas agora como amigo. É verdade que quando estou contigo dou por mim a pensar em tudo o que passamos juntos, e é muito difícil não tocar nesse assunto, porque o meu coração ainda não está curado de todo, é difícil estar contigo e não te poder dar um beijo ou apenas tocar como te tocava. Não sei se ainda continuas a ler o meu blog, mas suponho que não, mas se ainda o continuas a ler quero que saibas que hoje escrevi para ti, e que marcaste o meu coração como muitos gostavam de ter marcado, e não conseguiram, tu és tu, tu não és um qualquer, tu és o tal e para mim vais ser sempre o "pseudo", sei que odeias o nome, mas não te esqueças que foi por aí que tudo começou, foi aí que a nossa história se começou a desenrolar. Desculpa por todas as palavras mal ditas e por todas as coisas mal interpretadas, e desculpa como acabei com a nossa relação naquele dia, mas tinha a minha cabeça e mil e não consegui mais, só quero que saibas que lembro-me muitas vezes de ti, e que para mim serás sempre aquele que eu odiava, mas que depois acabei por vir a gostar. Um grande beijinho, gosto muito de ti. 

start-Dezembro

1 comentário:

Jace disse...

adorei sem dúvida , como te compreendo perfeitamente APF !