quarta-feira, 8 de junho de 2011

stop love

Continuo cansada, cansada e farta ao mesmo tempo, por mais que os meus dias tenham sido cheios de alegria, não consigo descansar o suficiente das coisas que me ocupam a cabeça, por mais que queira deitar a cabeça na almofada e dormir, não consigo, é como se uma faca me toca-se o coração de um lado ao outro, e como se na minha garganta estivesse uma faca me prende-se o grito que já à tanto tempo quero gritar, o meu cérebro ultimamente só tem girado à volta de "um amor" amor esse que nunca tivemos e nem nunca vamos chegar a ter, eu porque sou difícil, tu porque és complicado. Tenho um escudo que é o meu coração, vou sem lança e atiro-me de cabeça, até que qualquer dia bata com os cornos no chão e os parta todinhos, mas eu sei que por agora e em diante isso não vai acontecer, porque não vou conseguir deixar aproximar mais ninguém de mim como tu, porque a faca ainda está encostada à garganta e o punhal foi-me apunhalado nas costas e quebrou o meu coração como se fosse algo indefesso. Por isso, eu deixei de acreditar no amor, de ser querida, e de dizer palavras amorosas, e quando alguém me perguntar o que para mim é o amor eu digo que é nada mais nada menos do que um sinónimo, sinónimo esse de dor.

1 comentário:

Ana Margarida disse...

Querida,está lindo, força *