domingo, 4 de dezembro de 2011

noites estranhas

E hoje a minha cama está completamente vazia, tu sais-te de malas e bagagens da nossa casa, assim como da minha vida, eu não consegui colocar quais queres barreiras para te impedir, não tive forças. Assim que comecei a cair em mim, deixei cair o meu corpo leve sobre o chão, enquanto de fundo tocava uma música que dizia tudo, as lágrimas caiam-me pelo rosto como se nada fossem, coloquei os meus braços sobre os joelhos e tapei a minha cara com as mãos, e as lágrimas caiam nas mãos como gotas de água salgada; de nada adiantava ligar-te, ou mandar-te mensagem, saberia que não ias voltar atrás, por isso optei por ficar ali quieta, sentada no chão como se nem sequer tivesse forças para me levantar, mas como não gosto de fracassar, limpei as lágrimas e levantei-me, apercebi-me que tu já não fazias parte de mim. Hoje a noite vai ser longa, quando deitar a cabeça na almofada sei que todos os pensamentos me sobem à cabeça, mas eu não quero passar uma noite em branco a pensar numa pessoa que prefiro deixar-me sozinha, do que a ficar comigo.

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