sábado, 24 de dezembro de 2011

23 de Dezembro, 4.15h

Passa pouco das quatro da manha, e eu cheguei à pouco a casa. É verdade, poderia dizer que cheguei de coração cheio, de alma limpa e espírito alegre, porque estive contigo, porque foste tu que me vieste trazer ao meu doce lar. Mas não, eu venho de alma pesada, de coração despedaçado, e sem sequer vontade de sorrir, como é irónico não é? Eu sei que mais uma vez não deveria ter-me calado perante o sentimento e essencialmente perante ti, mas não consegui, eu de novo voltei a calar-me, no momento que tentava abrir a boca, era alvo da atormentação dessa que se chama saudade, foi ela que me sufocou e que mais uma vez me deixou sem fala, mais uma vez os meus sentimentos passaram-me ao lado e o meu orgulho foi rei. Não sei como  me sinto neste momento, se de alma cheia, ou de coração vazio, ou apenas diga que a minha alma não permanece mais aqui; deixei que levasses tudo, e essa é uma das razões pela qual sofro calada, o meu coração indefeso e as palavras que ficaram por dizer, levaste tudo contigo, não estou a suportar isto, não consigo mais que isto seja assim, dói, dói muito, as minhas lágrimas de dor correm por o meu rosto como se nada as fosse deter. Tu não consegues sequer imaginar o quanto aqui dentro me andas a fazer mal, mas mesmo assim eu mais uma vez permaneço em silêncio, e no momento que te foste embora, levaste o meu coração contigo, levaste também a única coisa que me restava, a força, e eu...eu continuo aqui, a tentar aguentar tudo a cair-me em cima. Só não quero que te esqueças que mesmo calando-me todas as vezes, eu gosto de ti, às vezes até demais. 


-Escrevi isto assim que meti os pés em casa, acho que explodia senão o escrevesse. 

2 comentários:

Catarina disse...

Tudo de bom querida , miminhos * :)

cats disse...

nem digas nada, fogo. é mesmo, consegue ser tramado!