sexta-feira, 30 de setembro de 2011

tudo o que é demais enjoa, mas...

Nem mil e uma desculpas poderiam mudar nada neste momento. Nem abraços apertados, nem beijos perdidos, nem palavras ao vento. Nem todas os momentos podem apagar todas as coisas que fizemos um ao outro, nem tudo passa, mas também nem tudo fica. Gritaste, eu calei-me e limitei-me a ouvir-te; comecei a falar e tu interrompeste-me de novo, sabendo que é das piores coisas que me podem fazer. Não te lamentes, não digas coisas das quais te vais arrepender, não me afastes, não me julgues e nem sequer me tentes apontar o dedo, porque não gosto e porque não te admito sequer. Aguentei, foi sete meses, praticamente oito a aguentar tudo, sozinha, a aguentar a dor que batia forte aqui dentro. Não te preocupaste, eu cai, fiquei na lama, voltei a renascer e passado um tempo tu voltaste de novo a procurar-me. Hoje ainda me pergunto porque o fizeste, perguntou-me também se o que dizias era verdadeiro ou apenas me tentavas persuadir. Nunca cai nas tuas cantigas por mais que te adorasse. Não escondo, continuo a adorar-te e vou adorar sempre, mesmo que em silêncio, mesmo sem palavras, mesmo sem abraços, beijos ou carinhos.

4 comentários:

Jace disse...

é tão mau, sentir tanta saudade e não poder senti-lo nos nossos braços, nem sequer ouvir a voz :s

Maria Inês disse...

Tento tê-la, mas por vezes, escapa :x

Soraia Jesus disse...

gostei do post *

D&L disse...

percebo mesmo muito bem este texto. faz-me lembrar de tudo o que passei durante pelo menos uns 6 meses, do quanto sofri por algo que já nem existia mas era difícil dizer adeus aquilo que sentia e seguir em frente mas eu sei que tal como eu um dia tu vais conseguir ultrapassar isto. e acredita se não acontecer é por que não era para ser assim, porque tens alguém melhor à tua espera, alguém que te mereça realmente ;)
Lili