quinta-feira, 29 de setembro de 2011

noites de memories

Verdade, estive com ele, não te vou esconder do principio que estive com ele, naquele dia, depois daquela festa e naquela festa. Estávamos muito cúmplices como podes ter reparado, e eu já estava alegre, mas não me desculpo com o álcool por aquilo que fiz. Eu não errei, apenas me entreguei a quem me tratou bem a noite inteira e quando me viu a ficar mal foi o primeiro a dar-me um abraço, a dar-me a mão e a tirar-me dali só para ninguém ver a fraqueza que estava a acontecer dentro de mim. Esteve a falar comigo, até que eu disse que não iria estragar a minha noite por tua causa e fomos de novo para dentro. Eu comecei a olhar para ti com um olhar triste e de saudade, e nesse instante ele voltou-me a dar um abraço e a sorrir para mim e a perguntar se estava mesmo bem, e também me disse que há coisas que não valem a pena, não sei ao que se referia quando o disse, mas afinal ele era teu amigo, não próximo, vá talvez fosse conhecido. Teve uma paciência enorme comigo, e olhamos-nos várias vezes nos olhos, até que surgiu um beijo, não me importei se tu estavas a ver ou não, apenas tinha de me libertar daquilo tudo que estava a acontecer, ficou comigo até os bares fecharem e a seguir meteu-me dentro do carro e levou-me a casa. Sei que agora posso nunca mais voltar a vê-lo, ele não é da minha cidade, nem de perto, nem de longe, e ele tem a sua vida e eu não me posso meter nisso. Não me arrependo nada do que fiz, e acho que era mesmo uma coisa destas que precisava para abrir os olhos, e para principalmente fazer-te abrir os teus.

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