sábado, 12 de março de 2011

sei...



Ela estava sozinha, o que é certo é que até ela se perguntaria porque estava ali, o que estava ali a fazer, o que ainda estava ali sentada a fazer à espera dele, sabendo que a sua espera talvez fosse indeterminada. Já passava alguns minutos da hora que eles tinham combinado, mas o que é certo é que ela permanecia ali, resolvo meter as coisas que traria com ela ao seu lado. Esperou minutos, segundos, e e a sua espera parecia infinita, ela já não tinha a certeza se queria esperar, entretanto uma lágrima percorreu a sua face suave, mas ela permanecia calma, ao longe via-se o sol desaparecer, estava num sitio onde quase ninguém passava, onde quase nada se via, ao longe ouvia-se os carros, mas ela isolou-se uns segundos daquele mundo, e nesse momento várias perguntas vieram à sua cabeça, e ela saberia que para nenhuma delas haveria resposta. Na verdade estava triste, tão triste que seu coração doerá, doerá como nunca doeu, ou como se fosse a primeira vez que estivesse a sentir aquela dor, mas na verdade não era primeira vez que a sentira, ela já a tinha sentido tantas vezes que já não sabia se seu coração doerá de dor, de sofrimento, de angústia, ou já por ser hábito ele doer. E no entranto outra lágrima voltou a percorrer o seu rosto, mas ela queria ser forte, ou menos queria transmitir isso de alguma forma, não sabendo bem qual. Olhou, e ao fundo viera ele com o seu ar sereno, calmo e sorridente, na verdade com ele nunca se passará nada, porque ele estava feliz e por isso nem a dor dela o poderia mentir infeliz de alguma forma. Ela limpou as lágrimas assim que o avistara e silenciou as suas palavras por quase toda a eternidade, saberia que no momento de falar ela não iria estar a ser correcta por algo que dissesse, e só iria ainda fazer com que sofresse mais. Ele aproximou-se e deu-lhe um beijo na face. Ela levantou-se e com toda a coragem, devolve-lhe o que trouxera dele, a seguir despediu-se e disse "só quero que fiques, porque onde tu tiveres eu estou bem. Espero que um dia possa ter um reencontro contigo melhor do que este, e como não gosto de me despedir de nada, nem de ninguém, digo-te um até já, porque será a melhor forma de me despedir de ti", sem mais nada dizer partiu; e ele sem saber o que fazer ficou a olhar para ela partindo, acho que ele também estava confuso, também não sabia bem o que fazer, mas foi ele que quis assim, foi ele que fez com que tudo acaba-se de novo, e somente o que podia fazer era deixa-la partir..




(quero avisar que todos os textos que estão escritos assim, são coisas que se passam comigo, mas escrevo na terceira pessoa para dar outro sentido à história, espero que compreendam)

2 comentários:

Mafalda disse...

Perdi-me nas tuas palavras...mais uma vez. Escreves sempre com tanto sentimento. Podiam ser escritas para mim também*

Sófia Santos disse...

Se isso foi verdade, tiveste muita coragem linda