domingo, 16 de janeiro de 2011

no woman no cry

Neste momento estou sem forças, parece que me arrancaram de novo o coração, mas desta vez está a doer tanto mas tanto, que nem sei como estou a conseguir controlar a dor. As lágrimas transbordam pelos olhos, não consigo controlar e se não as deixar cair a dor vai persistir sempre, e mais a cada momento. Estou farta de sofrer, farta, e cada passo que dou parece que cada vez sofro mais, parece que vou caminhando ainda mais para o vazio, para o nada. Sei que vou ter de me levantar de novo, com todas as forças que ainda me restam, sei que vai ser de novo difícil e sei também que vou voltar a cair de novo e de novo e outra vez, a única coisa que posso fazer é levantar-me de novo sempre a cada momento, com um sorriso nos lábios e um grande brilho nos olhos, porque afinal sei que existem coisas piores, não é que isto não cause dor, porque causa. Estou a tremer da cabeça aos pés e dos pés à cabeça, parece que o meu corpo está sem reacção, e a minha cabeça está cheia de perguntas sem resposta; o meu coração parece que está surdo, ou sempre esteve, o que vale é que às vezes também sei agir com a cabeça, porque fosse sempre agir com ele saberia que ainda ia cair mais e mais vezes. Não posso dizer que estou bem, não posso, mas também não quero culpar-me de nada, nem a mim, nem a ninguém, apenas te posso culpar a ti, sim a ti e desculpa se estou a ser injusta. Tenho uma raiva tão grande dentro de mim que parece que vou parir tudo neste momento, mas sempre me ensinaram a ter calma em situações destas, mas às vezes não consigo, só espero que não faça nada que me arrependa, às vezes actos e atitudes são sempre as coisas que magoam mais, só espero ter a mais calma possível amanhã quando te enfrentar e juro que não vai ser nada fácil lidares comigo a partir de hoje e de agora, isto é se eu deixar que continues a lidar, porque magoaste-me e isso foi a única coisa que pedi para nunca o fazeres, além de te pedir sinceridade, o que também não cumpristes! Mas do que vale agora lamentar-me, lamentares-te, diz-me, do que vale? De nada, agora vejo que acho que foste um grande tempo perdido, e tudo o que ficou para trás esqueci, foi como se tivessem passado uma borracha pela minha cabeça e pelo meu coração e tivessem apagado tudo. Mas à males que vêm por bem e tu talvez tenhas sido dessas coisas.

1 comentário:

Mafalda disse...

E cá venho eu actualizar as minhas leituras do teu blog, e a sensação predura, melhor, a sensação aumenta: eu adoro as tuas palavras. Eu adoro passar aqui porque parece que tens sempre a palavra certa, os sentimentos correctos. A-d-o-r-o.